quarta-feira, 23 de junho de 2010

Editorial - É...uma revista feminina!

Antes de qualquer coisa, neste primeiro editorial, creio que sejam necessários alguns questionamentos: por que mais uma revista feminina dentro de um mercado tão cheio de publicações deste tipo? Por que Política, Cultura, Educação? Com que propósito mais informações, sendo que, algumas delas, talvez, já tenham sido bastante discutidas, mastigadas, ruminadas por tantos?

É...uma revista feminina!

A paraLelas surge com o propósito de não ser, apenas, mais uma revista feminina típica. Aliás, seu propósito é, justamente, o de tentar mudar o conceito daquilo que se entende por, essencialmente, feminino. Não falaremos de homens bonitos, ou de mulheres gostosas. Sequer, falaremos de homens. Mas, sim, iremos expor as mulheres às mulheres. Mostrar o outro lado de uma feminilidade esquecida e deixar claro que, sim, existem mulheres que pensam, que produzem e repensam sua condição social, todos os dias. Mostraremos o outro lado da Política, da Cultura, da Educação, sem poupar críticas, sem meias-palavras. Muito mais do que a porção burocrática de cada um desses temas, trataremos daquela necessária, falaremos de cidadania. Política feita por mulheres? Nem sempre. Mas, todos os dias, vivida por elas. Política que afeta nossa condição civil, Educação e Comportamento que determinam nosso meio de convivência social, Cultura que, muito mais do que nos alimentar o espírito, nos faz pertencer a algo que só nós entendemos: o ser mulher. Assuntos recorrentes, discutidos, muito abordados. Mas, com outro foco. À luz de uma indagação que, seguramente, guiará toda e qualquer tentativa de resposta: qual a nossa função social e nossa contribuição enquanto cidadãs.

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